Medo de Dentista

Os velhos procedimentos que eram adotados na odontologia e seus procedimentos dolorosos e demorados infelizmente ainda fazem parte do imaginário da população, fazendo com que muitas pessoas procurem um dentista apenas em último caso, agravando condições que seriam de fácil tratamento.

 

Por que será que ainda hoje esse medo do consultório dentário ainda persiste na população? Será que nada mudou a ponto de o povo mudar seu preconceito? Descubra porque os brasileiros têm medo de dentista no presente artigo.

 

Todos nós conhecemos ao menos uma pessoa, amigo ou familiar, que relata um verdadeiro pânico injustificável do dentista. Se falarmos do “motorzinho” então ai que a pessoa reclama pede para mudar de assunto!

 

Mas por que será que isso ocorre? Por que será que mesmo com tanta tecnologia as pessoas ainda têm medo? Pois de fato, não deveria ser assim.

 

Hoje em dia, com a profissionalização cada vez maior dos dentistas e suas especializações, além do avanço no campo das medicações e instrumentais, esse pavor não tem razão de ser e soa até estranho em alguns casos, principalmente nos procedimentos extremamente simples.

 

Para organizar melhor o artigo, fizemos a seguinte divisão por tópicos: o medo em porcentagem, o passado no presente, a odontofobia, processos de sedação, casos extremos e considerações finais.

 

O medo em porcentagem

 

É muito comum escutarmos em qualquer conversa entre amigos ou mesmo num relato franco entre paciente ou dentista os seguintes relatos:

 

  • Só de ouvir o barulho do motorzinho minha vontade é de sair correndo.
  • Já começo a soar frio dentro da sala de espera.
  • Até o jatinho de água me causa nervoso.
  • Não vou ao dentista! Não estou sentindo nada! Quem procura acha!

 

Essas são apenas algumas frases que escutamos frequentemente por ai e que fazem parte do ideário dos pacientes com relação aos dentistas e suas práticas. Por isso, não é de se estranhar que numa pesquisa recente aproximadamente 20% das pessoas que frequentam o consultório tem medo do dentista em nosso país.

 

Todavia esse número ainda pode ser muito maior quando levamos em consideração o medo velado.

 

Continue lendo o artigo e vamos entender as causas desse medo injustificado!

 

O passado no presente

 

Como já falamos na introdução do artigo, muitas pessoas ainda guardam em suas mentes os antigos procedimentos dentários, quando de fato sentar na cadeira do dentista era a certeza de sentir dor! Equipamentos bruscos, sedativos ineficientes, dentistas não especializados, etc.

 

De fato é como se o passado assombrasse o presente, pois mesmo com o avanço das tecnologias nessa área, o medo não só continuou, mas também se perpetuou, dando a impressão de que as histórias de pânico dos avós e pais foram de alguma forma absorvidas por seus filhos e netos.

 

Por isso, é muito importante conscientizar os mais velhos que as práticas mudaram e que os tempos são outros, para não influenciarem de forma negativa os mais novos.

 

A odontofobia

 

O medo exagerado do dentista ganhou até nome: a odontofobia, que é alvo de estudo de alguns psicólogos. Pessoas que são diagnosticadas com esse transtorno manifestam:

 

  • Desmaios em plena cadeira do dentista.
  • Fazem o pagamento do tratamento e não aparecem mais no consultório.
  • Adultos que passam mal no dia marcado da consulta.
  • Agressão aos profissionais em pleno atendimentos.
  • Reclamação de dores absolutamente inexistentes.

 

Essas e outras manifestações da odontofobia atrapalham e muito os profissionais da área, que precisam cada vez mais de preparo psicológico.

 

Processos de sedação

 

O principal processo de sedação durante um atendimento é a sedação via anestesia local. Hoje em dia ela é extremamente segura, mas só o é quando aplicada por um dentista.

 

Diferente das décadas passadas, hoje uma anestesia tem efeito rápido, praticamente indolor na hora da aplicação e com efeito posterior reduzido, ou seja, o paciente já estará em seu estado normal pouco tempo após a consulta.

 

Em casos mais difíceis, onde a atividade do dentista fica difícil de ser colocada em prática, é a sedação inalatória. Uma espécie de gás formado por óxido nitroso e oxigênio que é aspirado pelo paciente acalmando-o.

 

Casos extremos

 

Existem casos tão difíceis que nem mesmo uma conversa franca do profissional, a sedação local ou mesmo a sedação inalatória fazem efeito. Nesses casos extremos a pessoa deve ser indicada para um psicólogo para um tratamento até que possa ter condições de voltar ao consultório dentário e iniciar o tratamento.

 

Considerações finais

 

Ao final do artigo podemos chegar à conclusão que os brasileiros têm medo injustificado do dentista porque:

 

  • O povo ainda não tem acesso a informações da área odontológica como deveria, ou seja, de fato é uma questão educacional.
  • O povo ainda guarda para si os ranços dos procedimentos odontológicos antigos, perpetuando esse medo de geração em geração.
  • A odontofobia está cada vez mais presente na população.
  • A falta de conscientização da necessidade de visitas periódicas ao dentista, uma manutenção que evitaria a transformação de tratamentos simples em tratamentos mais complexos.